• João Escapelato

Disque-Coronavírus amplia oferta de serviços para população

Além de tirar dúvidas sobre os sintomas, teleatendimento passa a oferecer contato com psicólogos


Em Londrina, toda pessoa que estiver com sintomas gripais ou respiratórios, pode entrar em contato com profissionais de saúde, por telefone, para saber qual procedimento deve adotar. O Disque-Coronavírus funciona desde o final de março pelo número 0800-400-1234, e já atendeu mais de 1.400 ligações. O serviço é resultado de uma parceria da Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). E agora, além de orientações sobre COVID-19, a comunidade conta também com psicólogos em atendimento remoto.


As ligações para o Disque-Coronavírus são gratuitas, no telefone fixo e celular, e o atendimento sobre a doença ocorre de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. Além de tirar dúvidas dos pacientes sobre os sintomas de coronavírus, os atendentes informam se é preciso ir até uma unidade de saúde, com base nas informações repassadas.


Também está disponível o chat inteligente Corona AI. Por meio de sistema automatizado com mensagens instantâneas, qualquer pessoa pode tirar dúvidas e obter informações, seguras e confiáveis, referentes ao coronavírus. A plataforma digital funciona 24 horas, no site https://coronaai.uel.br/.


Em abril, o Disque-Coronavírus passou a contar com profissionais de Psicologia para acolherem as ligações feitas por servidores municipais, que estejam enfrentando dificuldades emocionais durante a pandemia. Agora, essa opção foi estendida à população em geral, no mesmo telefone e horário de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas.


A psicóloga Rafaela Weidmann, do NASF, explicou que o canal de comunicação com os servidores foi criado tendo em vista o alto nível de estresse, ansiedade e medo que muitos podem vivenciar nesse momento, por conta da pandemia.  “Entendemos que a saúde física e emocional de todos os envolvidos no combate à COVID-19 precisa de uma atenção especial. São pessoas que todos os dias saem das suas casas, deixando seus familiares, para cuidar de outras vidas. E o teleatendimento foi a alternativa viável e mais segura para ofertar esse suporte. Nosso objetivo é garantir esse espaço de acolhimento e escuta qualificada para todos os servidores”, disse.


Rafaela destacou que o apoio oferecido para os servidores reflete em um ganho para a comunidade em geral. “Tem sido uma experiência muito gratificante poder usar nosso conhecimento a favor de pessoas tão importantes. A cada ligação, entendemos que estamos atingindo não só aquele que liga, mas suas famílias e colegas de trabalho. E isso repercute lá na frente, nos atendimentos que eles realizam para a população”, considerou.


Dados – O levantamento realizado pela UEL, de 31 de março a 5 de maio, apontou que o Disque-Coronavírus registrou 1.455 atendimentos no período. Dentre essas chamadas, a maioria é do público feminino, 65%. E, além de Londrina, com 1.399 ligações no total, houve chamadas originadas de outras cidades.


Atuam pela UEL 10 alunos bolsistas, três pós-graduandos orientadores, e sete colaboradores voluntários do curso de Farmácia. Da Secretaria Municipal de Saúde, são cinco médicos. O Município disponibiliza também oito psicólogos do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e mais dois residentes, que realizam apoio psicológico, por telefone, principalmente aos servidores municipais.


Para a pró-reitora de Extensão, Cultura e Sociedade da UEL, Mara Solange Gomes Dellaroza, as orientações realizadas pelo Disque-Coronavírus beneficiam tanto a população atendida, como os profissionais que executam o serviço. “Para atender a população, os acadêmicos estudam, discutem as orientações, e são muito sensíveis e responsáveis na qualidade da orientação que fazem. Temos a expectativa de que esses alunos e bolsistas levarão essa experiência para suas vidas profissionais, sendo especialmente sensíveis ao sofrimento das pessoas diante de situação como a que vivenciamos. Além disso, treinamos responsabilidade e colaboração. Eles não faltam, porque sabem que a população está à procura deles. Então estamos, ao mesmo tempo, treinando e ensinando habilidades técnicas, conhecimento científico, mas também as habilidades humanas, trabalho em equipe e cooperação”, detalhou.


Sobre o retorno que os pacientes obtêm ao contataram o Disque-Coronavírus, a pró-reitora cita a acolhida que é oferecida em cada chamada. “Os usuários se sentem muito acolhidos. Os alunos dão todas as explicações, escutam as ansiedades e procuram a melhor solução. Inclusive, temos a oportunidade de permitir que a pessoa fale imediatamente com um psicólogo ou tenha a consulta remota agendada, o que muitas vezes tranquiliza esse usuário, garantindo a segurança dele nesse momento da pandemia”, complementou.


Segundo a médica de Saúde da Família da SMS, Tais Mayumi Kanayama, que também atende pelo Disque, um dos benefícios do serviço é que os profissionais sanam as dúvidas da população durante a videochamada, sem que o paciente se exponha ao risco de contaminação ou propagação da COVID-19. “Pelo vídeo, podemos tirar as dúvidas do paciente e avaliar se ele tem alguma queixa que necessita ou não do atendimento presencial. Nada substitui uma boa anamnese com exame físico, mas, como a maioria são sintomáticos leves ou apenas querem tirar dúvidas sobre a doença, acabam ficando em casa, seguindo nossas orientações. Os pacientes com sinais de alarme são orientados a procurar as unidades de referência, sendo que, em casos urgentes, acionamos o SAMU”, informou.


Com N.Com

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