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Fomento supera contratações de crédito de todo ano de 2019

A instituição fechou junho com R$ 119 milhões em valores contratados em 13,7 mil operações de crédito para apoiar empreendedores desde janeiro. A maior parte das operações é da linha Paraná Recupera

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A Fomento Paraná fechou o mês de junho com R$ 119 milhões em valores contratados em 13,7 mil operações de crédito para apoiar empreendedores desde janeiro. A maior parte das operações é da linha Paraná Recupera, lançada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em um pacote de medidas apresentado no dia 27 de março para combater efeitos da pandemia de Covid-19 na economia paranaense.


O número é mais que o dobro dos 5.640 contratos firmados em todo o ano de 2019, que somou R$ 98,1 milhões, com recorde de operações de microcrédito.


E de acordo com o Ranking das Instituições Credenciadas da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a Fomento Paraná ficou em 29º lugar entre as instituições que liberaram crédito com recursos do BNDES nesses seis meses.


Entre as agências de fomento, as contratações paranaenses são superadas apenas pela Desenvolve SP, com 571 e 799 operações aprovadas, respectivamente. “Tem sido um período muito desafiador. Esses números demonstram que estamos cumprindo o objetivo colocado pelo governador, de apoiar os pequenos negócios com recursos para pagamento de salários e manutenção de empregos, mas queremos mais. Ainda há muitas propostas a serem processadas”, afirma o gerente de Operações do Setor Privado da Fomento Paraná, Oscar Roberto Burzynski.


A ação da Fomento Paraná em parceria com as prefeituras, associações comerciais, sindicatos e federações, com agentes de crédito, correspondentes e Sociedades Garantidoras de Crédito, está sendo fundamental nesse período. “No início da pandemia muitas instituições financeiras, como bancos e fintechs, se recolheram e mesmo as soluções de crédito lançadas pelo governo federal demoraram a ficar disponíveis. Nós conseguimos acionar nossos parceiros em mais de 270 municípios e colocar recursos no caixa de milhares de empreendimentos, para dar um fôlego a esses negócios”, destaca o gerente.

O apoio dos parceiros tem sido fundamental para o atendimento das solicitações de crédito, que somam mais de 40 mil propostas recebidas no período.


Somente na linha Paraná Recupera já são 11,4 mil operações concedidas até 30 de junho e outras 2.400 em fase de contratação. Os créditos dessa linha são de R$ 1.500 a R$ 6.000 e são liberados em três parcelas, podendo ser pagos em até 36 meses, com até 12 meses de carência.


Com mais de R$ 4,5 milhões em créditos já liberados, Apucarana é um dos destaques da parceria entre a Fomento Paraná com os municípios. “Fizemos um trabalho muito bom e a parceria da Fomento Paraná foi excelente, porque estamos colocando um bom volume de dinheiro para rodar na economia”, afirma Edison Estrope, secretário de Indústria e Comércio de Apucarana.


A cidade responde por cerca de 25% da produção de vestuário no Estado e grande parte feita por micro e pequenas empresas. Para cadastrar as mais de 1.500 solicitações recebidas a prefeitura reforçou a equipe de servidores.


O mesmo ocorreu em Cianorte, no noroeste do Estado. “Nos primeiros dias o volume de trabalho era tanto que a gente fechava as portas às 17h e ainda ia trabalhando até 2 horas da manhã, e não tinha folga nem nos fins de semana”, conta a agente de crédito do Banco do Empreendedor, Sandra faria da Costa. “Eram centenas de mensagens no whatsapp e a gente procurou zerar as mensagens todos os dias, porque na cada dia chegavam mais.

Além do crédito novo, que teve a liberação dividida em três parcelas, a instituição também ofereceu aos clientes a possibilidade de suspender o pagamento e renegociar contratos, de forma a alongar os prazos e reduzir as parcelas.


“O volume de contratos de financiamentos renegociados, que soma mais de 2.600 operações, também representa dinheiro que estamos deixando de receber dos empreendedores e que está circulando na economia”, explica João Carlos Mineo, gerente de Recuperação de Créditos da instituição. “Essa possibilidade continua em aberto para todos aqueles que possuem financiamentos em andamento com a Fomento Paraná.

Adotamos inclusive o aplicativo de mensagens Whatsapp (41 99938-9215) para atender aos clientes que desejam renegociar os contratos”.


COBRANÇAS IRREGULARES - A Fomento Paraná faz também um alerta aos empresários interessados em obter empréstimos ou financiamentos da instituição de que não é necessário pagar nenhuma taxa extra para intermediação na contratação das operações de crédito.


“A apresentação das propostas pode ser feita diretamente por meio do nosso portal institucional (www.fomento.pr.gov.br)

ou por meio dos nossos agentes de crédito, nas prefeituras, ou dos correspondentes credenciados, que não cobram nenhuma taxa ou valor extra para encaminhar as operações”, afirma Luciano Martins, gerente de Mercado.


O alerta é necessário, de acordo com o gerente, porque chegaram à empresa informações sobre cobranças por intermediação, feitas por supostos consultores, que alegam facilidades para aprovar o crédito.


“Nossa esteira de análise segue ordem cronológica por registro de pedidos e não há como garantir a aprovação de uma operação, se não for pelo processamento regular feito pelos analistas”, destaca Martins. “É claro que se um parceiro é mais eficiente e acompanha atentamente as fases de uma proposta no nosso sistema, percebendo as encomendas de informações e documentos, essa proposta tende a caminhar de forma mais ágil.


Ainda segundo o gerente de Mercado, os únicos custos adicionais cobrados nas operações da Fomento são a Tarifa para Operações de Crédito, ou encargos cobrados pela concessão de garantias como o FGI BNDES ou o Fundo de Aval Garantidor, que são cobrados diretamente pela instituição, e nunca por terceiros.


Cabe ainda informar que a redução a zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cobrado em operações de crédito, foi estendida por mais 90 dias, até 2 de outubro, para facilitar o acesso ao crédito para pessoas físicas e empresas afetadas pela pandemia do novo coronavírus.


Matéria: AEN

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