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Governo prepara pacote de medidas para aquecer a economia

Serão medidas de apoio a empresários, à manutenção de investimentos privados e de incentivo às compras de pequenos comerciantes. Pacote deve ser anunciado entre julho e agosto. O objetivo é sair da crise com rapidez

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

O Governo do Paraná prepara um novo pacote de estímulo à economia que deve ser anunciado entre julho e agosto. A informação foi antecipada pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, em entrevista à rádio CBN Curitiba nesta quarta-feira (10). O pacote deve incluir medidas de apoio a empresários, à manutenção de investimentos privados no Estado e de incentivo às compras de pequenos comerciantes pela população.


“Estamos finalizando este pacote com ações para fazer a economia circular. Nosso grande desafio é sair da crise com rapidez”, explicou. Segundo ele, o governo está fazendo um trabalho muito forte junto aos empresários para que os investimentos que estavam previstos possam ser mantidos.


“O que estamos desenhando agora são ações de continuidade de atração de investimentos, com menos burocracia, mais segurança jurídica para que os investidores continuem colocando recursos no Paraná, e de financiamento ao setor produtivo, facilitando o acesso ao crédito para os pequenos negócios”, disse.


Uma grande preocupação do governo são os setores de comércio e serviços, que empregam muitas pessoas e foram bastante afetados pela crise do novo coronavírus. Por isso, as novas medidas a serem anunciadas deverão conter incentivos para que a população compre do pequeno comerciante e que a escolha recaia em produtos paranaenses.

“Olhamos para toda essa cadeia de desenvolvimento para formular o novo pacote de estímulo à economia. E a determinação do governador Ratinho Junior é simplificar, desburocratizar os financiamentos para alcançar o microempresário”, reforçou.


ESTRATÉGIA – Guto Silva disse que a estratégia do governo para que o Estado saia rapidamente da crise é somar as novas medidas de incentivo, os resultados do agronegócio e fortes investimentos públicos.


“Um grande ativo que temos no Paraná é a agricultura. Tivemos uma supersafra, que gerou liquidez no interior do Estado, onde o agronegócio é forte. O Porto, durante a pandemia, bateu recordes históricos de movimentação. Acreditamos nesse colchão de segurança para a retomada econômica”, disse.


OBRAS – Nos próximos meses, afirmou, o governo irá aplicar R$ 600 milhões em obras de infraestrutura e desenvolvimento urbano, que geram muitos empregos rapidamente. Também serão acelerados os projetos de concessões.


RESPOSTAS RÁPIDAS – Na entrevista, o chefe da Casa Civil destacou que durante a pandemia o governo deu respostas rápidas com a adoção de diversas medidas, como a dilação do pagamento de ICMS para as micro e pequenas empresas e a ampliação do crédito. Ele calcula que mais de R$ 1 bilhão de recursos estão sendo oferecidos pela Fomento Paraná e pelo BRDE.


Somente a Fomento Paraná recebeu mais de 28 mil pedidos de créditos novos a partir de 27 de março, quando foi lançado o Programa Paraná Recupera, criado para apoiar empreendedores informais, MEIs, micro e pequenas empresas. Deste total, quase 10 mil operações já foram processadas e a Fomento agiliza a análise dos restantes, batendo recorde em contratos de microcrédito.


Matéria: AEN

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