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Londrina realizou cerca de 40 mil testes para detecção da Covid-19

Mais de 70% dos exames RT-PCR ‘padrão-ouro’ são aplicados pela rede pública; apenas no Hospital Universitário são disponibilizados 200 testes por dia, para casos prioritários

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, que teve o primeiro caso confirmado na cidade em março deste ano, Londrina já realizou, aproximadamente, a aplicação de 40 mil testes na população para diagnóstico da Covid-19. Ao longo destes seis meses, a oferta de testagens foi ampliada, gradativamente, e o estoque disponível é suficiente para suprir a demanda existente. Não faltam testes para atender qualquer paciente que precise, seja para casos suspeitos, leves, moderados ou graves.


Este panorama é possível por meio de forças conjuntas, incluindo as aquisições permanentes da Prefeitura de Londrina em parceria com o laboratório do Hospital Universitário (HU) da UEL, somadas ao montante de unidades cedidas pelo governo estadual. Paralelamente, ainda há os testes feitos pela rede privada. Do total de exames já realizados, de março até meados de setembro, cerca de 28 mil foram viabilizados pela rede pública, representando 70% do todo. Outros quase 12 mil, ou 30%, foram feitos no sistema particular. Somente no HU, são disponibilizados até 200 testes todos os dias, destinados a casos prioritários de internação, graves, de urgência e para profissionais de saúde.


Os testes realizados na cidade são o do tipo RT-PCR, exame de metodologia eficaz e com maior precisão, classificado como padrão-ouro para detecção do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. O crescimento na oferta de testes é significativo. Apenas no mês de agosto, foram aplicados quase 12.400 testes. E em setembro, do dia 1 até 14, foram coletados mais de 7 mil testes. Durante a pandemia, houve aumento da oferta, mês a mês, com cerca de 600 em abril, 1.400 em maio, 4.630 em junho e 10.300 em julho, em números aproximados.


A testagem em maior escala e a agilidade na identificação do vírus colabora para que haja o rápido isolamento do paciente, reduzindo a chance de novos contágios, o que fortalece o enfrentamento à pandemia. Permite, ainda, atendimento médico mais específico, conforme os sintomas manifestados pela pessoa acometida. É uma das estratégias importantes neste processo, juntamente com o isolamento, uso de máscara, respeito ao distanciamento social e manutenção de hábitos de higiene.


Em Londrina, além do HU, para casos de maior gravidade, a testagem ocorre hoje na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, que é referência para síndromes respiratórias, contando com um Centro de Triagem exclusivo para avaliação dos casos suspeitos. Também é ofertada nas seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mobilizadas para atender estes casos, nos jardins Guanabara (centro), Bandeirantes (região oeste), Ouro Branco (sul), Chefe Newton e Maria Cecília (norte), e Vila Ricardo (leste). Além destes locais, são realizados testes nos hospitais públicos e filantrópicos da cidade, e em instituições particulares.


Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, da SMS, Sonia Fernandes, a oferta do teste é aberta na rede pública a qualquer pessoa que queira fazê-lo, desde que passe por avaliação médica prévia, com a devida verificação do quadro geral e de sintomas, principalmente em casos de febre, tosse seca, dores no corpo, cansaço, entre outros. “No entanto, qualquer outra ocorrência identificada pelo médico, que gere suspeita, como uma síndrome gripal, pode ser motivo para o pedido de coleta, bem como quando são pessoas que estiveram em contato com sintomáticos. Desde o começo da pandemia, a oferta de testes vem crescendo e tal medida é uma forma de conter o avanço da circulação do vírus”, disse.


Fernandes ainda reforçou que a indicação é que a coleta do exame seja feita entre o 3° e 7° dia contados a partir do início dos sintomas, quando o corpo ainda possui alta quantidade detectável de vírus para uma amostragem mais precisa. “Após os primeiros dias, a proporção do vírus vai diminuindo, o que pode dificultar a análise laboratorial feita. Mas é importante lembrar que, mesmo se o paciente já não tiver sintomas da doença, a transmissão do coronavírus continua. Por isso, no protocolo de isolamento em quarentena, também é indicado que o paciente fique, no mínimo, 10 dias em casa, após o início dos sintomas”, completou.


Em seu Plano de Contingência e Enfrentamento à Covid-19, a Prefeitura também promove ações preventivas para verificação de casos suspeitos e de rastreamento de surtos, inspecionando e visitando locais como casas de abrigo e acolhimento, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), conveniadas e particulares, entre outros espaços afetados por surto ou que possam vir a ter surto do vírus. Centenas de testes RT-PCR já foram realizados nestes locais e as ações também abrangem testes junto à população indígena e de apenados em regime semiaberto, por exemplo.


O teste – O exame de RT-PCR utiliza um longo cotonete (swab) que, inserido no nariz e na faringe do paciente, coleta a secreção. A análise em laboratório busca identificar a presença de material genético do vírus (RNA) no material coletado, o que pode ocorrer com pacientes que têm os sintomas da doença ou não. Esse material é enviado ao laboratório, que amplia as partículas do vírus e, se detectada a presença de coronavírus, emite o resultado positivo.


Com: N.Com

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