• João Escapelato

Museu de Arte de Londrina é restaurado pela Prefeitura

Espaço, tombado pelo Estado desde 1974, é um marco arquitetônico, projetado por Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, a antiga rodoviária da cidade.

Após sete meses de trabalhos, com investimentos de R$ 1,2 milhão em recursos públicos, a Prefeitura de Londrina entregou a obra de recuperação do Museu de Arte de Londrina. O prédio fica no quarteirão da Rua Sergipe, entre as Avenidas São Paulo e Rio de Janeiro, região central da cidade.


O espaço é considerado um dos mais tradicionais e icônicos de Londrina. Ele abrigou originalmente a Estação Rodoviária da cidade, com projeto dos consagrados arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. “É uma obra importante para a cidade, que desde 1952 faz parte do nosso patrimônio histórico-cultural. O local foi totalmente recuperado para que, quando a pandemia passar, possamos ter um espaço adequado para as pessoas visitarem, saberem mais sobre a história e a arte da cidade e os trabalhos feitos pelos artistas de Londrina”, explicou o prefeito.


Entre as melhorias realizadas no Museu de Arte estão a intervenção no telhado e esquadrias metálicas, pintura completa, adequação dos equipamentos de segurança, piso externo e calçada, troca de calhas e rufos, substituição total de vidros, para permitir maior conforto térmico, novos corrimãos e guarda-corpos, instalação de placas de sinalização, impermeabilização de coberturas, muros e paredes, entre outras intervenções.


“Esse prédio é uma referência histórica para a cidade e nele foram feitas uma série de melhorias, desde a troca de vidros até a impermeabilização dos arcos e das brises e estruturas metálicas, ou seja, um conjunto de ações, para que tenhamos um bem revitalizado para nossa cidade”, reforçou o secretário municipal de Cultura, Caio Julio Cesaro.


O espaço ainda permanecerá fechado ao público devido às questões de prevenção e contenção à pandemia causada pelo novo coronavírus. “Temos que ter muita atenção com relação às situações que podem gerar aglomeração, mas ter a entrega dessa obra, que era esperada há muito tempo, é algo extremamente importante”, completou o secretário da pasta.


A presidente do Conselho Municipal de Cultura, Vanda de Moraes, lembrou também da importância do espaço para a memória histórica de Londrina. “Como já dizia o escritor, aqui foi o primeiro chão pisado por muitos ‘londrinenses’. Mesmo que a recuperação tenha sido parcialmente, ela já englobou a maior parte do espaço que tanto necessitávamos e deixou ele mais organizado”, frisou.


Por ser um bem tombado pelo governo do Paraná, os trabalhos de recuperação precisaram seguir o projeto desenvolvido em 2011. Segundo explicou o secretário de Cultura, as obras entregues hoje contemplam, nessa primeira etapa, a maior parte das intervenções previstas. “O projeto de restauração do Museu de Arte de Londrina existe desde 2011 e, após várias gestões, o prefeito Marcelo Belinati teve a sensibilidade de colocá-lo em prática. Há muitos anos o espaço não recebia intervenções dessa magnitude, importantes e necessárias para preservar o espaço, que é um marco de Londrina”.


Sobre isso, o presidente da Associação de Amigos do Museu de Arte de Londrina, Henrique Lhamas, lembrou que o Museu contava com diversas infiltrações e brincou que, devido ao tempo que elas estavam no prédio, já receberam até nome próprio. “A recuperação desse prédio histórico estava parada há muito tempo. Ele tinha muitas infiltrações, umas tão grandes que chegavam até a terem nome. E, agora, ele está restaurado. É muito gratificante ver isso!”, finalizou .


Finalizado em 1952, o prédio que abriga o Museu de Arte de Londrina foi planejado como marco arquitetônico na cidade, sediando a estação rodoviária. No ano de 1974, juntamente com a Praça Rocha Pombo, foi a primeira obra a ser tombada pelo Patrimônio Estadual e a primeira no interior do Paraná, destacando-se, de suas características, a expressão de novos conceitos arquitetônicos no projeto, construção e utilização de obra pública. Consta no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico sob Inscrição Tombo 52-II, de 8 de dezembro de 1974.


Para homenagear o arquiteto, o espaço foi denominado “João Batista Vilanova Artigas”, via decreto municipal de 1985. Após restauro e adaptação, em 1993, o local passou a ser utilizado como sede do Museu de Arte, e assim permanece.


Com N.Com


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