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Pandemia leva população ao “novo normal”

Apesar de muitos acharem que a vida voltou ao ‘normal’ é preciso ter cuidado redobrado com as atividades cotidianas durante a pandemia do Coronavírus

Foto: N.Com

A vida mudou, o comércio abriu, as igrejas voltaram a receber os fiéis, mas tudo com regras de higiene, distanciamento social e muitas dúvidas sobre a pandemia que está ocorrendo. Afinal, o que passou a ser chamado de novo “normal”? O que podemos ou não fazer para evitar uma proliferação simultânea e em massa da doença? Por que o isolamento social é tão importante? Para tentar esclarecer essas dúvidas e orientar o cidadão sobre o que deve ou não ser feito durante esse período com o  novo Coronavírus, o Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina elaborou um texto sobre o tema.


A doença transmitida pelo novo Coronavírus chama-se COVID-19, que é a sigla para CoronaVírus Disease–19. Ela causa uma infecção respiratória que gera tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldades para respirar, perda de olfato e paladar,  e pode chegar a uma pneumonia severa. Podendo ser também assintomática, ou seja, não ter sintomas nenhum. Por ser uma doença respiratória, transmite-se por meio das gotículas de saliva que saem da boca pela fala, espirro, tosse ou por secreções como o catarro.


O médico infectologista da Prefeitura de Londrina, Fábio Guedes Crespo, explicou que, em média, por hora, uma pessoa leva as mãos ao rosto cerca de 20 vezes sem perceber. Com isso, se a pessoa contaminada tocar o próprio rosto, em especial, o nariz ou a boca, poderá encostar em objetos diversos e contaminá-los sem perceber. Por isso, maçanetas de porta, chaves de casa e de carro, botões de elevadores, celular, computadores e até canetas podem conter o vírus.


Isso faz com que o novo “normal” leve consigo uma lista de medidas preventivas. Entre as mais recomendadas mundialmente estão a higienização correta e constante das mãos e de objetos utilizados no dia a dia; o uso de máscaras protegendo o nariz e a boca e, o isolamento e o distanciamento social.


Higienização das mãos e objetos – Lavar as mãos com água e sabão com frequência ajuda a eliminar os vírus e bactérias, assim como limpar os objetos e locais mais tocados com álcool líquido a 70% ou desinfetante. Na impossibilidade de lavar as mãos, limpá-las com álcool em gel 70% também é recomendado.


Distanciamento – O distanciamento entre as pessoas é recomendado, porque reduz a distância que as gotículas de saliva, chamadas de aerossóis, podem percorrer levando o vírus. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1,5 a 2 metros de distância entre um indivíduo e outro.


Uso de máscara – Quando unido o distanciamento ao uso de máscaras, a proteção é bem maior. Segundo o estudo multicêntrico realizado por cientistas da França, Inglaterra, Estados Unidos e da China, e apresentado em abril, nações onde a população usou máscaras apresentaram um crescimento de casos de COVID-19 mais suave se comparado com outros locais que não fizeram o mesmo. Além disso, quando duas pessoas estão conversando sem usar a máscara e uma delas está contaminada existe 70% de chances de a outra se infectar também. Já quando ambos utilizam a proteção na boca e no nariz, esse índice despenca para 5% de chances de contágio.


Isolamento social – O isolamento social é uma tentativa de diminuir a circulação das pessoas nos mesmos horários e locais, e assim conseguir diminuir os riscos de contágio. Caso um número muito grande de pessoas seja infectado simultaneamente, o sistema de saúde não suportará tamanha demanda e não haverá aparelhos, leitos e profissionais de saúde suficientes para atender todos os pacientes ao mesmo tempo, assim como ocorreu, por exemplo, em países como a Itália. Por isso, os gestores públicos aplicam medidas como o fechamento de estabelecimentos e do comércio.


O infectologista do município esclareceu que a COVID-19 tem relação direta com a densidade demográfica e com o comportamento social. Isso significa que quanto mais pessoas juntas (sejam aglomeradas em filas ou em locais fechados) e sem as devidas medidas de higiene e de proteção pessoal (higiene das mãos e uso de máscaras) maiores serão as chances de se contaminar.  “No momento atual, não sabemos exatamente quantas pessoas foram infectadas, porque estão aumentando os números de novos casos e tem cidades onde a porcentagem de contaminados gira em torno de 3 a 5% da população e, em outras, já chegou a 20%. Devido ao comportamento e a densidade demográfica temos situações totalmente diferentes. Por isso, precisamos manter os cuidados. É uma situação que não sabemos até quando durará e costumo dizer que vamos conviver endemicamente com essa doença, regulando as medidas de acordo com o comportamento social e os índices de infecção”, explicou o médico.


Matéria: N.Com

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