• João Escapelato

Plano de Mobilidade Urbana de Londrina é apresentado à Câmara

O estudo reúne diagnóstico, análises e projeções sobre sistema viário, transporte público, trânsito, rotas acessíveis, pedestres e malha cicloviária

Em reunião pública feita nesta quarta-feira (27), por meio de transmissão online, foi realizada a apresentação do estudo do Plano de Mobilidade Urbana de Londrina. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) e a empresa LOGIT Engenharia, órgãos responsáveis pelo desenvolvimento dos trabalhos, mostraram um panorama com os principais pontos deste projeto à Mesa Executiva e à Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara Municipal.


Conduziram a apresentação, a diretora-presidente do IPPUL, Denise Ziober, o gerente da Logit Engenharia, Thiago Meira, e Caio Pieroni, que é engenheiro na empresa de São Paulo (SP), contratada para realizar as atividades em Londrina. Os vereadores Aílton Nantes, Eduardo Tominaga, Amauri Cardoso e Gerson Araújo acompanharam a sessão on-line. O Plano ainda terá algumas adequações antes de ser encaminhado como Projeto de Lei ao Legislativo.


Iniciado em 2018, o Plano de Mobilidade aponta um diagnóstico sobre a situação atual da cidade quanto ao planejamento urbano, sistema viário, trânsito, transporte coletivo, malha cicloviária, obras viárias, rotas acessíveis, hierarquia viária e plano de obras, entre outros aspectos. O Plano traça projeções, avaliações, cenários futuros e tendências sobre o horizonte de Londrina para os próximos 20 anos.


Assim, o objetivo é pensar e organizar o crescimento do município de forma integrada, sendo um instrumento norteador de políticas públicas articuladas para beneficiar e trazer mais qualidade de vida aos cidadãos, além de soluções inteligentes e eficientes para problemas nas áreas do transporte, urbanismo, saúde e educação, entre outras. O projeto foi desenvolvido em várias etapas, envolvendo pesquisas de campo e coletas e informações junto à população e órgãos, levantamento e sistematização de dados, além de audiências públicas e debates, formulação de projetos específicos e simulações.


Segundo Denise Ziober, durante o processo foram realizadas e compiladas mais de 21.800 entrevistas em um banco de dados amplo, que possibilitaram uma série de análises referentes à mobilidade urbana, a serem trabalhadas para a construção de políticas e projetos em diferentes níveis de atuação, a curto, médio e longo prazo.“Mobilidade é um tema recorrente quando se fala em crescimento urbano, e este Plano vem para direcionar a atuação do poder público na solução de gargalos e minimização de impactos decorrentes deste desenvolvimento. É necessário planejar a cidade e aplicar os recursos com responsabilidade, pensando em maior alcance social, menores custos e capacidade otimizada para proporcionar mais qualidade de vida e segurança aos habitantes”, disse.


Nesse sentido, Ziober frisou que foram analisados os comportamentos diários da população nas ruas, no trânsito, envolvendo pedestres, usuários do transporte coletivo e motoristas de carros, motos e outros veículos. “O estudo é profundo e, dentre diversos aspectos, aponta como está a atual capacidade viária, com soluções técnicas e intervenções mais adequadas a serem produzida ao longos dos anos, em diferentes modais urbanos, conforme as demandas e possibilidades orçamentárias. O prefeito Marcelo Belinati também deu todo o apoio às equipes e colaborou com a contratação e capacitação de funcionários, dando condições para que dois trabalhos importantes ocorressem em conjunto, sendo o Plano de Mobilidade e o Plano Diretor”, afirmou.


De acordo com Thiago Meira, os estudos propõem mudanças para melhorias no funcionamento do transporte e infraestrutura da cidade, que, para os próximos 20 anos, terá aumento de população total, em cerca de 30%, e de 120% no número de idosos. “Por este e vários outros fatores, é preciso repensar e organizar todo o tratamento dado às ações e intervenções em mobilidade sustentável, de forma ordenada para amortecer os impactos e gerar opções acessíveis à população. A utilização do transporte coletivo vem caindo nos últimos anos e este é outro ponto importante, remodelar o sistema de transporte público, criar canais exclusivos e adequados a estes veículos, adaptar rotas para torna-las mais rápidas e dinâmicas, incentivando o uso”, enfatizou.


Outro ponto destacado na apresentação foi a intenção de ampliar o plano cicloviário de Londrina, para uma rede mais interligada e eficaz, que atenda todos os usuários do município. Segundo Meira, pensando a curto prazo, uma primeira fase de ações poderia gerar, nos próximos anos conexões e complementações na malha já existente, com faixas novas e mais apropriadas, além de melhorias em estacionamentos e bicicletários nos espaços urbanos e particulares.


O vereador Ailton Nantes disse que Londrina necessita de um plano consistente para o segmento de transporte e mobilidade urbana e que o estudo deverá ajudar a sanar diversas dificuldades existentes hoje. “A aplicação de vários itens deste projeto poderá tornar Londrina, de forma planejada, uma cidade mais inteligente e pujante do que já é. A população deseja, e todos nós, um lugar mais seguro, com menos acidentes, de melhor funcionamento viário, e mais flexível e atrativa a investimentos. É dever do poder público e das entidades da cidade atuarem juntos para mudar os rumos da nossa cidade”, comentou.


Com N.Com



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