• João Escapelato

Prefeitura recebe doação de mil máscaras de acrílico

Equipamentos de proteção individual serão destinados para profissionais da saúde que estão na linha de frente contra a pandemia



Foto: Vivian Honorato


Para ajudar no combate à pandemia de coronavírus, a empresa londrinense Kobra Indústria e Tecnologia Ltda entregou ao prefeito Marcelo Belinati mil unidades de máscaras de acrílico confeccionadas com ingestão termoplástica. As máscaras, conhecidas como Face Shield, foram doadas para serem utilizadas pelos profissionais de saúde da rede pública.


Elas começarão a ser entregues ainda hoje (15) para os profissionais do SAMU, da UPA do Sabará e para as Unidades Básicas de Saúde que estão atendendo exclusivamente os casos suspeitos do coronavírus. Além desses profissionais, outros receberão o equipamento. Isso porque, a Prefeitura de Londrina destinou 50 máscaras para o Hospital da Zona Norte, outras 50 para o Hospital da Zona Sul e outras 50 para os Guardas Municipais.


Para o prefeito, que é médico, é preciso agradecer a todas as empresas por tantos exemplos de solidariedade e amor que estão dando durante à pandemia. “Isso aqui vai salvar muitas vidas, porque um dos maiores problemas que nós estamos tendo no Brasil e no mundo são as baixas dos profissionais de saúde. Se o profissional pegar o coronavírus, ele vai ter que ficar afastado de duas a três semanas, pelo menos, e nós já estamos tendo baixas. Então, quero agradecer muito a todos que têm ajudado a cidade de Londrina”,  finalizou Marcelo.


As Face Shield têm um visor transparente que facilita a comunicação e previne o profissional contra os respingos de sangue, secreções e excreções corporais. Além disso, vários moldes foram feitos para se obter o suporte mais anatômico e confortável possível para os usuários. Para isso, a regulagem é feita por um elástico chato de 14 mm. Como o acessório cobre o rosto todo, incluindo os olhos, nariz e boca, garante mais segurança durante os procedimentos médicos, principalmente em casos onde é necessária a intubação do paciente.


Segundo o sócio-proprietário da empresa, Igor Zanini, o processo industrial de fabricação através de ingestão termoplástica é diferente do processo de impressão em 3D, o que garante mais segurança ao usuário do equipamento. Isso porque, com a fabricação industrial, o material é feito com alto acabamento das superfícies, prevenindo o aparecimento de poros que podem acumular vírus ou bactérias.


A principal vantagem é o fato dela ser lavável -com água e sabão e desinfetante (com álcool em gel a 70%, hipoclorito de sódio ou outro similar)- e, além disso, reutilizável. “É um equipamento com alto acabamento superficial, que pode ser produzido em grande escala e com baixo custo de produção. Além disso, ele pode ser facilmente esterilizado e utilizado por meses. Conseguimos fazer um projeto mais simplificado, com boa qualidade técnica e conforto “, disse Igor Zanini.


De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (CODEL), Bruno Ubiratan, a ideia de produzir as máscaras é resultado de uma das articulações feitas pelo Município com as empresas de Londrina, na tentativa de ajudar a cidade a superar a pandemia. “Isso foi uma articulação da CODEL, em que procuramos fazer com que os empresários do setor produtivo se conectassem com as demandas que precisam ser atendidas no momento, que é o combate ao Coronavírus”, contou.


Essa é a primeira vez que as máscaras de acrílico estão sendo confeccionadas e comercializadas, fazendo parte das ações de responsabilidade social da empresa, que está instalada no Parque Industrial de Londrina. Além dessas mil doadas para a Prefeitura, outras 300 máscaras foram destinadas ao Hospital do Câncer. O valor da doação das mil máscaras gira em torno de R$ 12 mil, visto que seu valor de mercado varia de R$ 12 a R$ 15 reais, dependendo da quantidade encomendada.


“A doação vai permitir que todos os servidores do SAMU, UPA do Sabará e das UBS de referência no coronavírus, além dos hospitais da Zona Norte, Sul e a Guarda Municipal, se protejam. Ela é um equipamento de proteção individual complementar que vai trazer um nível mais alto de segurança para aqueles que estão na linha de frente”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Felipe Machado.


Com N.Com

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