• Matheus Philip

Presos do Paraná produzem itens de proteção individual

O objetivo é produzir em média 7,8 mil itens por dia, ou seja, mais de 39 mil por semana

Foto: José Leocádio/AEN

Cerca de 200 presos de 17 unidades de todas as regiões do Paraná estão confeccionando máscaras, pijamas e outros itens de proteção individual para agentes da saúde e da segurança pública de todo o Estado. Detentos que estiverem com suspeita ou confirmação de contaminação por coronavírus também receberão os materiais.


O objetivo é produzir em média 7,8 mil itens por dia, ou seja, mais de 39 mil por semana. A cada dia trabalhado, os detentos se beneficiam com a redução de um dia de pena. Toda esta produção visa reduzir a escassez de equipamentos de proteção individual contra o coronavírus no mercado e, principalmente, para atender as áreas que mais estão cuidando da população neste momento: saúde e segurança. “Precisamos que os nossos profissionais estejam bem protegidos contra esta pandemia para poderem continuar seu trabalho”, afirmou o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.


Mesmo contando com verbas e materiais adquiridos pelo próprio Departamento Penitenciário, a maior parte da matéria-prima (tecidos, elástico e linhas) chega às unidades por doação. Além dos hospitais beneficiados, instituições e entidades públicas municipais, estaduais e federais, como os Conselhos da Comunidade e a Justiça Federal, comerciantes e grandes empresas privadas também têm fornecido recursos, equipamentos e matérias-primas, para receberem de volta os materiais beneficiados.


Com setores de costura em todas as regionais do Departamento Penitenciário, é possível que a produção seja aumentada. “Temos estrutura e podemos ampliar esta produção em caso de necessidade” disse o secretário. Segundo ele, parte dos produtos, inclusive, já foram doados a hospitais e unidades públicas de saúde e às polícias Militar e Civil do Estado, assim como aos presos e servidores do Departamento Penitenciário.


A confecção dos materiais segue normativas de segurança e orientações de técnicos de saúde. Todas as regionais estão produzindo máscaras para atender as necessidades do próprio Depen e de forças da segurança pública. Além disso, na Região Metropolitana de Curitiba, em Francisco Beltrão e em Londrina, também há confecção de jalecos, que serão usados por servidores da saúde e da segurança pública.


Segundo o diretor-geral do Depen, Francisco Alberto Caricati, estão sendo tomadas as devidas precauções de higiene e limpeza em todas as etapas do processo. “Sabemos o quanto o cuidado com a higiene é importante. As doações que recebemos de matéria-prima retornam às instituições e organizações na forma do produto já pronto”, afirmou.


Os detentos estão produzindo três tipos de máscaras, sendo parte da produção descartável e outra lavável, além de pijamas e jalecos. As máscaras são feitas em camada tripla e confeccionadas a partir de três tipos de materiais: Spunbonded+Meltblown+Spunbonded (SMS), indicado para equipamentos médico-hospitalares; Tecido-Não-Tecido (TNT), que tem duração de proteção de duas a três horas em ambientes controlados e são descartáveis; há ainda a versão em tricoline, indicada para quem não tem contato direto com casos suspeitos ou confirmados e devem ser lavadas e esterilizadas imediatamente após o uso.


LONDRINA - A regional de Londrina também fechou uma parceria para colaborar com uma das casas de saúde da cidade. “Além da produção de jalecos e máscaras cirúrgicas e de máscaras para servidores do estado, estamos produzindo guarda-pós e pijamas especificamente para o Hospital Universitário, que, inclusive, nos doou o material”, afirmou o coordenador da região, Reginaldo Peixoto.


Diariamente, de acordo com ele, presos das Penitenciárias Estaduais da cidade estão costurando uma média de 400 máscaras, que serão destinadas aos internos e a servidores da saúde e da segurança da região, e 50 aventais para as equipes de saúde das unidades prisionais. Há ainda produção semanal de mil máscaras de acetato e 650 jalecos, pijamas e uniformes.


Matéria: Agência Estadual de Notícias - AEN

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