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Saúde implanta Acolhimento e Classificação de Risco com uso de cores

Iniciativa permite a garantia do acesso ao serviço de saúde com responsabilização e a priorização dos pacientes mais graves para atendimento

Foto: Gustavo Tacaki / Secretaria de Saúde

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), implantou hoje o Protocolo de Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco com o uso de pulseiras coloridas (vermelha, amarela e verde), com três níveis de classificação, do mais grave para o menos grave. No primeiro momento a iniciativa está sendo implantada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Oeste, como projeto piloto, para na sequência se estender às demais unidades de pronto atendimento municipais.


A SMS tem um protocolo de Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco próprio, seguindo as diretrizes do protocolo do Ministério da Saúde (MS), implantado em 2004 e que passou por diversas atualizações, e os detalhamentos expostos no protocolo de Manchester. O protocolo seguirá uma metodologia científica que confere classificação de risco para os pacientes que buscam assistência na unidade e posturas e práticas de acolhimento, para promover atendimento humanizado ao paciente assistido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A classificação é feita de acordo com o risco de vida e sofrimento do paciente, durante a fase do Acolhimento, por técnicos de Enfermagem, sob supervisão de enfermeiros. Além de acolher o paciente de forma humanizada, estes profissionais farão a avaliação dos pacientes, por meio da verificação dos sinais vitais, coletando informações referentes ao histórico de saúde, uso de medicações e alergias e motivo da busca no serviço de urgência.


A pulseira vermelha é para classificar os pacientes em situação emergencial, com risco iminente de vida. A amarela é para os pacientes em situação de urgência, com média gravidade de risco. Já a verde é para aqueles com menor gravidade, com baixo risco. Os pacientes prioritários com o selo verde, como idosos, gestantes, pessoas com deficiências, mulheres com crianças de colo, serão atendidos com prioridade.


O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, destacou que este é mais um avanço na qualidade do processo de trabalho do atendimento do serviço de Urgência e Emergência de Londrina. “Essa ferramenta visual trará um ganho para a população em geral, porque ela vai tornar a visualização da ordem de chamada dos pacientes, nas unidades de pronto atendimento, mais transparente”, disse.


Machado contou que a pulseira vem com um conjunto de medidas, que vai desde a atualização do Protocolo de Urgência e Emergência até a disponibilização de um Painel Eletrônico, que dará transparência a todo atendimento. “Tudo isso trará mais segurança para o paciente, que é o mais importante, porque além da identificação visual da pulseira, para todas as equipes do serviço de saúde da Classificação de Risco, ela vai conter os dados individuais do usurário, o que torna o trabalho ainda mais assertivo com relação à administração de medicamentos e à condução da equipe de Enfermagem”, enfatizou.


A gerente de Urgência e Emergência da SMS, Renata Morais Alves, explicou que além da cor da classificação, as pulseiras contêm o nome completo e ID do paciente, nome da mãe, unidade de saúde, data e horário, garantindo a segurança na identificação do usuário. “Sempre que o profissional for realizar algum procedimento, como ministrar um medicamento ou fazer algum exame, ele vai olhar as informações do paciente, se certificando que o usuário atendido é o que está no prontuário”, contou.


Hoje, a fila dos pacientes atendidos nos prontos atendimentos municipais já é feita por classificação de riscos, contudo com senha numérica, sem a identificação em pulseira.  Para Renata, essa é um conquista extremamente importante, especialmente para os serviços de urgências, pois permite classificar o paciente para o atendimento em um tempo adequado, garantindo o tratamento dentro do tempo esperado. “Isso quebra essa cultura de que o paciente tem que ser atendido por ordem de chegada, pois a fila de espera deve ser feita com base na classificação de risco do paciente”, disse.


Na sequência da implantação das pulseiras de classificação de risco, será inserido na UPA um Painel Eletrônico. O paciente será chamado para o Acolhimento e consulta por meio desse painel, que emitirá um alarme sonoro e conterá, na tela, o nome do paciente. Após a chamada, o painel mudará para uma tela que vai conter a lista geral dos pacientes já chamados. “Isso é muito importante, porque cerca de 15% dos pacientes se distraem quando são chamados, muitas vezes não ouvem, e acabam perdendo a hora certa do atendimento. Em breve, com o painel, eles conseguem acompanhar este processo”, contou Renata.


Com: N.Com

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