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Vacinas de rotina: continuidade é importante mesmo na pandemia

Imunização previne várias doenças e continua sendo feita com medidas de segurança; sala na região central funciona exclusivamente para vacinação

Mesmo durante o período de pandemia do novo coronavírus, a vacinação de rotina segue sendo realizada para imunizar a população e evitar riscos de avanços de diferentes tipos de doenças e infecções. Como forma de manter a prevenção necessária, principalmente entre as crianças, contra doenças como o sarampo, poliomielite, meningite, febre amarela, pneumonia, hepatite, tétano, rotavírus e outras, a rede municipal de saúde hoje oferta as vacinas regulares apenas por meio de agendamento telefônico, e respeitando todas as normas de segurança relacionadas à Covid-19. Hoje, são cerca de 15 tipos de vacinas disponíveis gratuitamente na rede municipal.


Dessa forma, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das áreas urbana e rural, continuam prestando este serviço importante à comunidade, mediante agendamento prévio. As exceções são as seis unidades que hoje estão mobilizadas para atender apenas as demandas do coronavírus: Guanabara (centro), Bandeirantes (região oeste), Ouro Branco (sul), Chefe Newton e Maria Cecília (norte), e Vila Ricardo (leste). As UBSs de Londrina hoje atendem, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.


Ainda há um ponto de atendimento provisório funcionando, desde maio, exclusivamente para a aplicação das vacinas de rotina. Trata-se de uma sala criada pela UBS do Jardim Guanabara, denominada Guanabarinha, que foi instalada na sede da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, na região central. O endereço é Rua Valparaíso, 189, esquina com avenida Higienópolis. O contato deve ser feito pelo número (43) 3379-0883 e os atendimentos também ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Este espaço descentralizado foi implantado para suprir a alta demanda da região da UBS Guanabara, que é uma das que mais realizam doses de vacinas de agenda eletiva e hoje funciona apenas para casos sintomáticos respiratórios e suspeitos de Covid-19.


De acordo com a diretora de Atenção Primária à Saúde, em Londrina, Valéria de Azevedo Barbosa, mesmo em época de pandemia da Covid-19 as pessoas não podem deixar de ser imunizadas com as vacinas, em especial o público infantil. “Em razão do medo causado pelo novo coronavírus, e por toda a situação de isolamento social, houve uma redução na procura pelas vacinas. Muita gente não está levando seus filhos para receber as doses de rotina e isso não pode acontecer. As vacinas são muito importantes e necessárias para a prevenção de doenças e infecções que podem ser tão perigosas quanto a Covid-19 e até matar, caso não haja a vacinação. A cobertura vacinal não pode ser descontinuada, a população deve ser imunizada e procurar este serviço, que é essencial, mesmo nesse período”, alertou.


Para evitar as aglomerações e garantir a segurança dos usuários e equipes de saúde do Município, todos os cuidados vem sendo mantidos. A diretora frisou que os ambientes onde são aplicadas as vacinas nas unidades passam sempre por desinfecção a cada pessoa atendida, além da limpeza geral que estes espaços já recebem. “Os horários para vacinação são agendados em faixas espaçadas, com quantidade variável de pacientes por dia, conforme o porte de cada UBS. Servidores e funcionários utilizam máscaras e equipamentos de proteção, e os usuários também precisam estar de máscara. Há fornecimento de álcool em gel e as unidades adaptaram suas áreas de recepção e atendimentos, mantendo regras de distanciamento, além de outras medidas básicas que ajudam a evitar riscos”, informou.


Importância – Com relação à continuidade das vacinações durante a pandemia, o município de Londrina segue as recomendações dos órgãos máximos de saúde, incluindo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, que classifica a imunização como fator de proteção social junto à população.


Durante a Campanha de Vacinação contra a Gripe, encerrada oficialmente no dia 30 de junho, mas com doses realizadas até 3 de julho, Londrina desenvolveu uma série de ações ampliadas e especial para atender a população com segurança, mediante agendamento prévio pela internet e divisão de etapas por grupos prioritários. Idosos com mais de 80 anos foram imunizados em suas residências, profissionais de saúde em seus locais de trabalho, e ainda houve blitz para vacinar caminhoneiros. Diversas ações ampliadas foram realizadas aos finais de semana, com atendimentos agendados e prestados de forma pulverizada, abrangendo UBSs e escolas municipais, e até mesmo com estratégia de drive-in em espaço amplo, com acesso somente para veículos.


A vacinação contra a gripe ocorreu em todo o Brasil e, apesar do período de pandemia, com grande parte da população em quarentena, em Londrina foram vacinadas cerca de 150 mil pessoas. Houve sobra de estoque, que ainda poderá ser utilizado. “A expectativa é podermos oferecer mais doses, em breve, para quem ainda não foi imunizado contra o Influenza. A autorização deve ocorrer após uma liberação oficial do governo estadual”, disse a diretora Valéria de Azevedo Barbosa.


Conforme informações do Ministério da Saúde, atualmente o Brasil distribui mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos anualmente, configurando o maior programa público de imunização do mundo. São 37 mil postos públicos de vacinação de rotina pelo PNI em todo o Brasil. Em épocas de campanhas anuais, esta quantia fica em torno de 50 mil postos.


Matéria: N.COM

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